Pretendo utiliza-lo para extravasar a poesia que me habita, se é que ela me habita...
Sem delongas, uma poesia sob efeito da insônia (maldita).
O que podemos fazer
Quando a mente já não descansa?
Quando os pensamentos insistem em trazer
Aqueles amores de criança?
-Posso segurar sua mão?
Ela me diz:
-Porque não?
Me faria tão feliz...
O mundo parecia tão mais seguro
Já não havia escuro
Na claridade daqueles olhos pequeninos
Que perguntavam sorrindo:
-Porque não me fala algo?
Diga-me coisas bonitas...
Fale-me sobre seu mundo, suas idéias...
Acordando daquele sonho, me perguntava
Ainda existem coisas, mundos, idéias
Além destes olhos bonitos?
Palavras, não saberia,
Mas a poesia existia
Sem versos, havia expressão
Quando havia nas minhas, aquelas pequenas mãos.
Se me falasse que a boca
De algo mais valeria
Além de lhe dar carinhos,
Diria “oh pobre louca,
não há silêncio, é poesia,
se achegue mais um pouquinho”