CEMITÉRIO
Para Raoni e Boquinha (in memorian)
Sou, um pouquinho de cada morto,
defuntos amigos, desconhecidos, Soul
de todos um bocado decomposto ou recomposto
de partículas antigas, quase esquecidas
que fazem-se presentes em meu breve
passado.
Mais breve em vista dos milênios universais
(quase um grão de areia num deserto seco e quente)!
segunda-feira, 31 de março de 2014
DOCE CONVÍVIO
Para o Palhaço Maizenna!
A vida que entrego ao mundo
vai carregada de amor
recebo em troca o sorriso
translúcido de carinho.
Se por vezes me retiro
deste doce convívio,
pois o dever me chama,
sinto faltar um bocado
de mim que somente reage
em conviver misturado
aos meus semelhantes
no prazer que há na troca
de olhares cúmplices
seguidos da confiança
mais pura e hialina
de uma pequena criança.
Para o Palhaço Maizenna!
A vida que entrego ao mundo
vai carregada de amor
recebo em troca o sorriso
translúcido de carinho.
Se por vezes me retiro
deste doce convívio,
pois o dever me chama,
sinto faltar um bocado
de mim que somente reage
em conviver misturado
aos meus semelhantes
no prazer que há na troca
de olhares cúmplices
seguidos da confiança
mais pura e hialina
de uma pequena criança.
quinta-feira, 27 de março de 2014
que faria você, diga-me meu rapaz,
se a vontade dela doesse em você o
quanto dói em mim nessa hora?
que faria você, vendo a flor à mão
de olhos colados nos seus
sem poder cheirar, sem poder tocar?
que faria você, meu caro, trocando
noites de sono por um desengano?
já não é dor o bastante pra se perdoar?
https://www.youtube.com/watch?v=-mYiBa4SeI0
segunda-feira, 24 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Como conciliar
Poeta e Pesquisador?
num deles o verbo
delira, pra melhor
condensar novas
formas.
No outro, o verbo
é conciso, ancorado
na razão.
Um deles regozija
entre a gente,
o outro, porém,
se esquiva dos vivos
pra se meter nos arquivos
de outras gentes,
de outros tempos.https://www.youtube.com/watch?v=hCsqWPRIDFo
sábado, 22 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
CANTADA DE BOTECO
Vou mandar-te, por minha conta,
uma porção de beijinhos,
regada, posto que pronta,
de imensidão de carinhos.
Molhados de cerveja
teus doces lábios cantarei.
Por que não sua bunda?
Uau! (Sensação profunda)
Dirás:
- Poesia imunda!
mas, logo te mostrarei,
tua vontade redunda.
Tuas poupas torneadas
pela avenida que passas
provocam fortes espasmos.https://www.youtube.com/watch?v=tYfBtTmDEsA
OFERENDA
Teus grandes lábios vou
tocar, minha língua
de veludo por eles
vai deslizar.
Vadiando em tuas coxas
meus lábios serão remédio
para a estressante fadiga
do teu dia-a-dia.
Beijarei teus pequenos lábios
como fora um beija-flor
ante a flor mais saborosa
do mais radiante jardim,
perderei neles longos tempos.
Finalizando esta cena, dos
carinhos que te ofereço
direi coisa obscena:
-Teu clitóris será o ponto,
talvez o porto, onde quero,
lentamente, me afogar.
Tô na beira do abismo
querendo voar
Tô com asas nos pés
ao invés de correntes
Tenho flores nas mãos
galhos me brotam do
tronco
Tenho um sonho e não
demora vou agora
te buscar te chamar
pra caminhar à tardinha
em meio ao mato
vaguear na madrugada
Já o tempo não será
o oponente de outrora
se esquecerá de passar
vai parar pra tua chegada
oh primeva primavera
quinta-feira, 20 de março de 2014
A IMAGEM PERDIDA NAS REDES
A Lua sob o Mar (tudo
visto por teu olhar)
é tudo que resta ao meu,
solitário, solidário da beleza
que capturou tua objetiva.
Longe voam as gaviotas,
longe voa meu pensamento
que está somente em ti
neste triste momento,
passeia em ti.
Logo vem a alegria de viver
atrapalhar meu pesar, fazer-
me leve novamente, me dar
vontade de viver mil anos
mesmo que viver seja desengano.
Pois a vida segue a complexa dialética
de enfrentarmos nossas dores
de consolarmo-nos com o que
sonhamos e possuímos, desejando
além, sem desdém do já conquistado.
Me carregue pra estas montanhas
que aparecem ao fundo do oceano
que ao teu torneado corpo banha
me carregue nas tuas ondas
Menina de olhos de mar.
A sensibilidade da imagem, logo se vê,
habita esta princesa, dos sonhos de todos
nós, pobres desenganados, plebeus
que devaneiam, linda criança,
em fazer parte dos teus.
AOS CAROS AMIGOS
Um amigo, vai muito além
do companheiro de boteco,
reconheço pelo sorriso,
sincero desde o princípio.
Dois amigos, se reconhecem
logo à distância, mesmo sem
nunca antes terem se visto
são logo amigos de infância.
Mesmo em anos sem se ver,
a amizade não padece nem
definha, pois é chama fria,
ao mesmo tempo que queima
em nosso peito ver um amigo
sofrer, seja de amor, seja de dor,
(haverá diferença?),
queremos logo dar-lhe um abrigo.
Por isso, meu caro Amigo,
pode sempre contar comigo,
seja em um bar, seja em seu lar,
haverá sempre aqui um amigo
contente em te abraçar.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Palavras
Existem,
entre as palavras,
as práticas.
Elas, não
são verbosas,
indecorosas,
são honrosas!
Estas palavras
tem corpo,
tão corporificadas
são,
que nem são faladas,
tem mais vidas,
são vividas,
tem “espaço de experiência”
diria com a ciência.
Longe da magia,
fogem à demagogia,
verborragia,
precisam de exemplo
em seu argumento.
São mais concretas?
Corretas?
Tentativa em espanhol, perdoem-me os erros de concordância ou gramaticais se houverem, rs
Pequeña Gioconda
A veces, tu sendero és
de tinieblas, otra veces,
el Sendero Luminoso
de tus ojos guiame
hasta la corona tuya,
el secreto refugio de mis manos
y mis labios sedientos
por tu néctar, la miel
que ofertame tu cuerpo
y alimenta my pasión.Pequeña Gioconda
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
sábado, 15 de março de 2014
VÁCUO MUDO
Hoje, um vazio despertou
comigo,
me descompletou por todo
dia,
e quando perguntado seu
motivo
coisa nehuma ele me
respondia.
Há dias de ser quase pleno,
Há noites de ser mais sereno,
Há madrugadas de ser loucura,
Há manhãs de ser pura ternura
Mas, há tambem estes dias
de ser completa falta do que
não sei,
e todo me entrego à falta
e a ela, nada lhe basta.
Um mundo todo repleto
por dentro sinto desperto
um sentir pouco absurdo,
inda assim não me atordôo
por não saber bem ao certo
de onde vem este vácuo mudo.
MEU PENAR
meu penar, logo logo
vai se acabando,
vai passar essa vontade,
tudo passa, o tempo,
grande mestre,
passa, há de passar esse incômodo
desejo que não pode ser benfazejo
enquanto solitário, solilóquio é que
é.
mas se esperança houver, há de manter
a chama, talvez em brasas se contenha
o calor que do meu peito triste agora
exala.
Pois É,
Sorrio pra quem pensar que estou triste.
Sorrio pra quem pensar que estou triste.
CARNAVAL
Te lembras daquelas
noites
de festa Coração?
Vadiávamos na rua
pra quem quisesse ver,
íamos e vínhamos,
noites frenéticas
sob o terraço, onde
quer que fosse,
amávamos, amalgamávamos
nossos corpos Coração.
Lembro da tua doçura
de menina, com
apetite de mulher,
do vermelho de teus
lindos cabelos,
Coração.
Sua boca colada em
mim
nunca esqueço, que
vertigem nos teus
abraços.
Quanta ternura nos
teus olhinhos, Coração,
quando encontravam os meus, tanto se alegravam...
quinta-feira, 13 de março de 2014
TEUS OLHOS
Olhos de mar bravio,
o mar em sua ressaca
mais violenta, são teus
olhos, menina,
tragando a praia e quem
ousar teu caminho cruzar,
olhos de jade, inigualável
beleza que desconheço.
Dois faróis noturnos,
iluminam o teu caminho
cegando os pobres saveiros
que ousam encarar frente
a frente tua Real Beleza,
causando naufrágios,
enlouquecendo os pobres
Poetas vadios das ruas.
Teus olhos, são Pedacinhos
de Céu, com brilho de Lua,
quiçá, de estrelas cadentes,
deixando candente este meu
[coração.
Por vezes, são docas mansas,
por outras, forte tormenta
que ao mar transmuta
em graves tempestades.
Teus olhos, são Pedacinhos
de Céu, com brilho de Lua,
quiçá, de estrelas cadentes,
deixando candente este meu
[coração.
Por vezes, são docas mansas,
por outras, forte tormenta
que ao mar transmuta
em graves tempestades.
Não sei o que guarda
no olhar, essa pequena,
que quando a vejo me
atormenta, hipnotiza
tomando-me a consciência
me faz desejar momentos
que vivo em sonhos, puros
delírios que me trazem o
martírio de imaginar-me
em loucura, mas, que é
a paixão senão um delírio?
Que é este delírio senão
uma dor, prazerosa?
Que resta do prazer
ante a ausência do ser
desejado?Gitana oblícua y disfrazada!
https://www.youtube.com/watch?v=f4WxPkc-SCk
quarta-feira, 12 de março de 2014
GUARAPARI
Horizonte, um recorte
Horizonte, um recorte
infinito no celeste,
Pacífico.
Oceano, um complemento
infindável, Atlântico,
no azul imenso.
Na imensurável paz
da solidão em meio
à multidão arenosa
Indico a terapia dos mares,
Mediterrâneo, por vezes Morto
de fadigas, te renovarás.
No gélido Ártico, ou Antártico,
procuro um porto seguro
pra este saveiro aventureiro.
DÚVIDAS
Me diga,
Me diga
que tens em teus olhos
que ao encontro dos
meus eles se apaixonam?
Me diga,
Me diga por quê
tanto brilhas,
foi banho de Lua
seu primeiro banho?
Me diga,
Me diga
que tens em teus lábios
que os meus, sonhadores,
desejam assim, tanto?
Me diga,
Me diga
Que guarda esse olhar?
além do mistério,
haverão idéias?
Me diga,
Me diga
Que fala o sorriso,
com certa malícia,
que tanto me intriga?
Me diga,
Me diga
dos lábios salientes,
além da doçura, brotarão
palavras de sabedoria?
A indecisão ante o futuro
mirando breve o passado
coloca-me o presente em
mãos em busca do que
será, a experiência por
mais que breve seja
pede-me consciência
dos limites e deveres
a vigiar, mas, algo mais profundo
me atormenta quando à janela
acode a tormenta. Insatisfeito
frente ao mundo, por vezes
calado, mudo a direção do
pensamento.
terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Vou cantar os grandes
Homens do povo de minha
terra: Este, é José, aquele
João. Um deles, Pedreiro,
o outro, um simples desempregado.
Cantarei grandes Mulheres:
esta, Ana, a outra, Maria.
Uma, Doméstica, a outra
dona somente de sua prole,
ou, Proletária.
Grande povo o Povo meu,
não teme o batente,
não foge da briga,
mas, sua ação política
é o que me intriga!
Que me adianta
cantar às flores
se os lavradores
estão sem chão?
Que me adianta
cantar amores
se o campo
medra só desamor?
Que me adianta, salafrário
cantar as belezas da paixão
se, com seu mísero salário,
o operário não tem feijão?
Que me adianta
sentir sincero
quando jornais
[inveros
enganam ao nosso
[irmão?
Que farei eu do amor
que guardo, carrego
ante a triste sina
da criança desnutrida?
De que vale, cantar os mares
se, em múltiplos lugares
a seca mata, resseca a alma
de mulheres, bichos e homens?
Que me adianta
amar teus olhos
ao verem tristes
Correr tamanha
devassidão?
devassidão?
Que me adianta, dizer carinhos
se muito próximo, em um caminho
a mulher sofre, apanha e cala
em algum canto, em sua casa?
Que valem estes versos,
em desalinho, enquanto
aquele velhinho saudoso
relembra no asilo, seus tempos
de bom pai e marido?
sábado, 8 de março de 2014
A UM CIUMENTO VIOLENTO
Pra não entrar nessa
briga, gastarei mil,
e algumas,palavras.
Já que me ameaças,
diga então que queres,
Um duelo de impropérios.
Proponho uma luta
(não corporal, não sou
covarde, pois sim pacifista)
as armas serão os versos,
trovas até, se quiseres,
violência desconquista
[as mulheres.
Vou dar-te uma bela sova
cantando a bela Dama,
chamando-lhe até a cama
pra provar minhas dentadas.
De costas deitada, vou levá-la
ao delírio, só para o teu martírio.
Sobre mim ela nada sabe,
de ti tem a triste prova
de quereres, em demência,
propiciar-me violência,
repetindo a ladainha
com essa cara de fuinha.
É de amor que elas precisam,
não de dor desnecessária
pois ambos só se combinam
nas linhas do triste poema.
Toma jeito, meu rapaz,ou,
vai ser passado pra traz.
https://www.youtube.com/watch?v=c81XsrIe334
Pra não entrar nessa
briga, gastarei mil,
e algumas,palavras.
Já que me ameaças,
diga então que queres,
Um duelo de impropérios.
Proponho uma luta
(não corporal, não sou
covarde, pois sim pacifista)
as armas serão os versos,
trovas até, se quiseres,
violência desconquista
[as mulheres.
Vou dar-te uma bela sova
cantando a bela Dama,
chamando-lhe até a cama
pra provar minhas dentadas.
De costas deitada, vou levá-la
ao delírio, só para o teu martírio.
Sobre mim ela nada sabe,
de ti tem a triste prova
de quereres, em demência,
propiciar-me violência,
repetindo a ladainha
com essa cara de fuinha.
É de amor que elas precisam,
não de dor desnecessária
pois ambos só se combinam
nas linhas do triste poema.
Toma jeito, meu rapaz,ou,
vai ser passado pra traz.
https://www.youtube.com/watch?v=c81XsrIe334
8 DE MARÇO II
Vós tens o que a nós,
homens, falta e o
mundo doente carece.
Vós trazeis consigo, para
além da frieza racionalista
a sensibilidade extrema
de saber ler no real
aquela parte invisível
aos olhos fatigados
de homens insensíveis,
com o toque Feminino
de indizível sabedoria.
Vós, que carregais no
Ventre fecundo a semente
do novo ser,
por isso, possuis o instinto
de decifrar neste mundo
o que a nós, seria indistinto,
além da delicadeza
que traz a Maternidade
com tamanha responsabilidade.
Este Vosso sutil poder,
dos homens logo sabido,
causou-lhes a sensação
que a eles não restava
o controle do Vosso ser,
que a vossa liberdade
seria do homem a causa
da temida dependência
de seu claustro vaginal.
Por quantos séculos Vós
sentirdes a mão pesada
de adão a segurar-lhes
as rédias, do destino
e de seus corpos, num
domínio amorfo, de tantas
formas orquestrado,
como nos mostra a História
dos Homens e das Mulheres?
Mas, não sentiram caladas:
quantas fogueiras sedentas
abrasaram os Vossos corpos?
Quantas frias lâminas
em seus clitoris cravadas
quiseram tirar-lhe o gozo?
Quantas jornadas duplas,
triplas, de trabalho deixaram
os seus belos corpos cansados?
Quantas de Vós se ergueram
contra o patriarcado misógino
e por ele foram tragadas?
Mas, Vós sois da resistência:
mesmo a mulher submissa
que em seu lar comanda
o dia-dia, o Cotidiano
de seu próprio opressor.
Ou então a Mulher guerreira
que se levanta ante aos
verdugos, por toda vida,
em busca de autonomia.
Tantas Guerreiras, que
ano passado cantei,
tantas formas de lutar
tantas formas de se levantar
que repito mais uma vez:
Assim te quero Mulher:
Linda
Livre
Louca
Vós tens o que a nós,
homens, falta e o
mundo doente carece.
Vós trazeis consigo, para
além da frieza racionalista
a sensibilidade extrema
de saber ler no real
aquela parte invisível
aos olhos fatigados
de homens insensíveis,
com o toque Feminino
de indizível sabedoria.
Vós, que carregais no
Ventre fecundo a semente
do novo ser,
por isso, possuis o instinto
de decifrar neste mundo
o que a nós, seria indistinto,
além da delicadeza
que traz a Maternidade
com tamanha responsabilidade.
Este Vosso sutil poder,
dos homens logo sabido,
causou-lhes a sensação
que a eles não restava
o controle do Vosso ser,
que a vossa liberdade
seria do homem a causa
da temida dependência
de seu claustro vaginal.
Por quantos séculos Vós
sentirdes a mão pesada
de adão a segurar-lhes
as rédias, do destino
e de seus corpos, num
domínio amorfo, de tantas
formas orquestrado,
como nos mostra a História
dos Homens e das Mulheres?
Mas, não sentiram caladas:
quantas fogueiras sedentas
abrasaram os Vossos corpos?
Quantas frias lâminas
em seus clitoris cravadas
quiseram tirar-lhe o gozo?
Quantas jornadas duplas,
triplas, de trabalho deixaram
os seus belos corpos cansados?
Quantas de Vós se ergueram
contra o patriarcado misógino
e por ele foram tragadas?
Mas, Vós sois da resistência:
mesmo a mulher submissa
que em seu lar comanda
o dia-dia, o Cotidiano
de seu próprio opressor.
Ou então a Mulher guerreira
que se levanta ante aos
verdugos, por toda vida,
em busca de autonomia.
Tantas Guerreiras, que
ano passado cantei,
tantas formas de lutar
tantas formas de se levantar
que repito mais uma vez:
Assim te quero Mulher:
Linda
Livre
Louca
quarta-feira, 5 de março de 2014
O Amor
O Amor é alheio a contratos
bastam-lhe os contatos
dos lábios apaixonados.
O Amor, é estranho à posse
lhe agrada a simbiose
da vida comum, lado a lado.
O Amor, não o queira ter preso
pois é Liberdade e traz consigo o peso
de guardar em ti um dócil escravizado.
O Amor, não necessita alianças, pedras
debêntures, nem as ambições que medras
no mundo do "livre" mercado.
As dádivas do amor,
há de senti-las como a flor
que à abelha dá o melado.
O Amor é sublime quando oferecido
sendo nada em troca pedido
recebendo-se assim o sorriso do ser amado.
O Amor é alheio a contratos
bastam-lhe os contatos
dos lábios apaixonados.
O Amor, é estranho à posse
lhe agrada a simbiose
da vida comum, lado a lado.
O Amor, não o queira ter preso
pois é Liberdade e traz consigo o peso
de guardar em ti um dócil escravizado.
O Amor, não necessita alianças, pedras
debêntures, nem as ambições que medras
no mundo do "livre" mercado.
As dádivas do amor,
há de senti-las como a flor
que à abelha dá o melado.
O Amor é sublime quando oferecido
sendo nada em troca pedido
recebendo-se assim o sorriso do ser amado.
sábado, 1 de março de 2014
BREVE CRÔNICA DE MINHA MORTE
Derradeira primavera,
a morte veio-me sombria,
alvi-negra.
Tinha duas faces a pálida!
Era como uma noite de Lua
Cheia, lobos uivavam!
Apareceste, feiticeira,
com uma simpatia envolvente
me abraçou ternamente.
Foste me visitar em
casa e deitaste em meu
leito, deixando-me aos teu pés.
A barraca confortável,
mais formidável com sua
presença, linda pequena.
All Stars no chão,
mas, o telefone não para,
nem o tempo! É tarde
ou já é de manhã?
Na semana seguinte
voltaste, vestida de xadrez
e me colocaste atrás das grades.
Chegaste com um beijo,
selo de minha ascensão,
minha chegada ao paraíso.
Uma piscadela
um beijinho voador
arrematou meu coração.
Acompanhei-te novamente
ao portão, nem ofereceste
café, ou abrigo,
mas, deixaste uma marca
rosa em meu peito,
um fogo verde queimando
em meu peito.
Retornei à tumba,
emprestada por um amigo,
onde perdi a cabeça
e a memória, de peixe.
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