quarta-feira, 23 de setembro de 2020

ACEITAÇÃO

 Eu aceito, te respeito e te desejo

sempre viva, disposta e no seu 

tempo.

Apenas sorria e avise quando chegar

para que eu possa me acostumar com

seus passos quando entrar.

Pisquei e disse a verdade, sempre

que foi preciso.

Volte logo, a casa é toda nossa. 

Me ligue para pedir um endereço

já conhecido, aceito o que me

ofereces.

Volta pra casa, já estou esperando

deitado em nossa cama.

não repara a bagunça, nem bata

na cachorrinha, que merece muito

carinho.


Enfim, toque o número 1 para subir.

A casa é sempre sua, volte quando quiser.


Escolha seu cobertor. 

Milagres são reais, apenas às amadoras.

Humildemente a recebo de braços abertos.


Por enquanto, fim. 

Em minha casa esperando.


Pax

sábado, 19 de setembro de 2020

REDENÇÃO

 Aceita, menina, aceita

Rosa morena

acredita 

nesse tonto poeta torto.

Te amo, te amava, amarei

enquanto meu Coração

Sangrando pedir Você...


A flor de espinhos cravada

na ponta da Lingua estava:

Cumprimenta com dedo de moça

as loucas desenfreadas...

Vou conjulgar o verbo infinito

no mar fogozo de tuas coxas. 


Me lembra meu compromisso,

Festejemos se houver retorno

do nosso Amor natimorto. 

Te assumo no Compromisso 

de me fazer só em Ti

só quero saber de Tu.

me vigiando vou navegar-te

Iate do meu coração....


Me nota, sua marmota: o resto é segredo nosso.

depois termino o Poema, só quero sua resposta....


segunda-feira, 7 de setembro de 2020

AQUELE ABRAÇO

 Bela, Bebela e Sá Bela

Três borboletrinhas,

Que não troco, vendo

Ou mato, pois vivem do

Recato reinante no regato.


Sou eu, Negro gato, teu sapato

Apertado no calo, que sempre diz

-Não me Kahlo

Por todas três faço eu feriado, 

só pra ficar

                 Abrazado

Kanteando o Canto das Três Raças


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Pequeña Historieta de um POETA MALFALADO

 

Mais que o reacionário,

Me estremece aos olhos 

os moderados,

Não abrem o jogo, 

Logo

Querem viver das 

Benesses Burguesas!


Para mim, são fracos

Infiltrados

Os homens da Delação

Vigiam, nosso segredo,

que agora vêm ao Púlpito

Remendar nosso Passado.


Feitiço voltou, 

Ferrado

contra o Feiticeiro 

Desmiolado;

pobre Louco, 

Desapegado – Radical

Enraizado, no topo do Vulcão 

Abrazado.


Faça da vida, Poema Cantado,

Viva, vivas,

Teu prazer, que aos moralistas

Abala.


Para ver em tela Pequena;

as drogam demasiado

Mas, ao vivo: Credo

-Que Pecado!


-Tem que prendê esse mosso

-Olha o Kpeta passando

-Esse aí tem que apagá

-Pelado dentro de casa?

-Onde está o Pudor, Malvado?

-O Homen Nu, Caminhando


Maluco! Exacerbado!

Ninfo vadio estrelado!

Grita ao mundo e aos falsos:

-Moralistas!


Aos olhos dos inimigos

É um desesperado


O quanto Ama da fruta

que para alguns é pecado…


Agora se quer Cantares,

será mesmo engaiolado!


Mesmo daqueles que ama

Nunca é ele escultado…


De Hipócrates se Olvidaram

por um nome de Doutô!

Trocaram o baseado

por agulhas afiadas!


Se ousa se defender

ao chão, pisado escamoteado

de cara amassada, envergonhado

humilhado

Aos Olhos, do público

Só por dizer a Verdade!


Alienados, ofendidos, na Lua

vivem mirados,

Enquanto a terra é ocupada!


Instituições?

Todas desmoralizadas!

Onde está o povo, coitado?

Segue duro Cotidiano

Assistindo embasbacado!


Fi,

    ca

        sim

               por 

                     encanto

.

.

.

.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

TCHUCA

 Quero aprender a ler

teus lábios cantarolantes

Sereno em tua Serenata

Sustento um sonho,

Concebido e impecável

Subindo Serras tardias

Madrugando em tua 

intenção, quero ser mais

que teu fã!

Seja no solo ou no divã

Sussurro teu nome

Legionária Natural!

terça-feira, 1 de setembro de 2020

REMORSO

 


Remorso



Como pode, depois de anos,

Um orgulho desavisado

Tornar-se a maior vergonha?

Me dói e suja a alma

Nem mesmo se pode explicar

Nunca nisso ter pensado.

Se alguma marca deixei,

Se te doeu, ou se dói,

De novo peço perdão

Para um erro imponderável

Cometido em distração. 

Não há na história inocente

Somente você, somente. 

Do fato triste ocorrido

Não poderei reparar

Entrego-me em holocausto

Ao que teu coração mandar