sábado, 27 de abril de 2013
Amiga, façamos um trato:
Te abro meu peito, entrego-
me inteiro e dou-te meu coração.
Em troca, não, não exijo nada
Nem peço que sejas minha.
Seja sempre sua própria
primavera, neste encanto
de doçura que brota dos teus
[beijos
Que nossos caminhos se cruzem,
se unam, quem sabe, um dia
que em minha existência será
pura alegria.
Somente te peço que me guarde
um sorriso, uma lágrima,
talvez (nem tudo são flores
e frutas),
mas, que no fim possa entregar-
se assim, quando te abres para
[mim.
Te quero uma borboleta
a voar pelos jardins,
mas que eu seja sua flor
predileta, essencial em sua
[dieta
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vontades
Carrego comigo um turbilhão de desejos,
desejo contido,
em meus olhos a transbordar.
Não temam meu olhar
diletante,
esse apreciar,
constante,
meu querer,
só pode se consumar,
se a outrem apetecer.
Cativo de mim,
amador do belo,
me encerro na imagem,
miragem,
esquecendo-me até do que está próximo,
querendo me aproximar,
tal proximidade compartilhar.
Olvido-me de meu entorno,
Fixando-me em cada contorno,
esbarro em postes,
raros hotentotes,
sem nem mesmo me aperceber.
Por meus olhos, de holofote,
brilham como estrelas,
e eu, fico no intento de tê-las,
por perto,
entretelas em jogos de querer,
conhecer mistérios guardados com elas,
que dignifiquem suas formas belas.
Se não há oportunidade,
sou naufrago no mar,
mas se há a proximidade,
não a deixar escapar,
eis aí meu intento,
sou eu meu detento,
e assim hei de estar,
sempre a desejar,
procurar.
domingo, 14 de abril de 2013
Poema de areia
O vento levou!
Ou, alguém pisou.
Mas na cabeça,
a ideia ficou.
Volte ao papel,
Poesia.
Não te metas
a besta,
Pois a areia,
em sua maresia,
não te quereria
quanto te quer o papel,
aceites teu fel.
Mas não,
Tu insistes!
Insista mais um pouco,
Que te deixo por aí,
somente
à tua sorte.
Entregue
à morte.
Sei, contigo,
que ela é macia,
não te feriste
quanto fere o grafite,
mas, não te sustenta,
nem acalenta,
nem poderia,
dar-te um abrigo.
A folha!
Esta, te agüenta,
sustenta e abriga.
Não é como rapariga,
desprezando quem a acolha.
sábado, 13 de abril de 2013
Eternas pequenas
Há,
em todas as mulheres,
uma menina,
escondida.
Poucas são aquelas
que deixam essa menina à vista,
poucas e belas!
Aquele ar juvenil,
pueril,
conservador da meiguice,
sempre encantador ao homem,
com sua eterna meninice.
Meninas mulheres
são admiráveis,
guardam dentro de si
sonhos inimagináveis,
que só a elas pertence.
Fadas e príncipes,
cavalos brancos,
tantos
são os artífices
de suas fantasias,
suas maravilhas.
Maravilhosas são
vós,
meninas de coração,
despertando atenção
de meninos de coração
aberto,
quando estão tão perto.
Cresçam
meninas,
amadureçam,
mas sem perder a ternura,
a candura de pequeninas,
que inflamam paixões,
em múltiplos corações.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Tua ausência, Amiga,
é qualquer coisa de
simples, não dói nem
mata, sustenta o carinho
que a ti entrego, e entreguei.
é qualquer coisa de
simples, não dói nem
mata, sustenta o carinho
que a ti entrego, e entreguei.
A distância se configura
um hiato no tempo, vindo
a mim nossas lembranças
no meu amanhecer solitário,
este despertar vago.
um hiato no tempo, vindo
a mim nossas lembranças
no meu amanhecer solitário,
este despertar vago.
A saudade não me dói,
mas, a vontade de teus
beijos me corrói, me
põe em ardência extrema
no desejo de teus braços.
mas, a vontade de teus
beijos me corrói, me
põe em ardência extrema
no desejo de teus braços.
Ah, quem me dera agora
teus abraços, nesta hora
tenho medo de me perder,
te esquecer no primeiro
copo de cachaça.
teus abraços, nesta hora
tenho medo de me perder,
te esquecer no primeiro
copo de cachaça.
Mas, eis que a ti
encontro, em meu
desencontro, naquele
bar de nosso re-
encontro, profundo.
encontro, em meu
desencontro, naquele
bar de nosso re-
encontro, profundo.
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