quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Desculpas
Se não querias me descobrir,
não deverias me perguntar
de ti!
Não deverias sorrir e me
procurar, com teus olhos
vadios!
Feches teus olhos para mim
e não me odeie, somente
me compreenda e deixe-me
te amar ao longe, ou calado
ao teu lado!
                 Subúrbios

Casas caídas,
vidas destorcidas
em destroços de concreto!

Concretamente, sonhos
perdidos!

Esperança ainda resta,
resta passado
resta futuro
mas o presente, este traz
Angústia!

Augustas, Antônios
Angélicas e Josés,
Anjos de pé preto e
paz comovente!

Gente que sobre-
vive nas margens
violentas sem amargura.

TERAPIA ALTERNATIVA

Então, eu te afogo
num copo gelado de cerveja
dou um, dois tragos
deixo o caderno sobre a mesa.

Me vem uma vontade súbita
de te banhar em cachaça
(de te sugar decúbita)
assim a cabeça relaxa.
Relaxa, qual nada
Só pensa em ti
bem-amada.

E assim a vida flui
essa saudade apertada
no álcool se dilui.

domingo, 24 de fevereiro de 2013


Soneto Pedagógico

A boniteza de estar
no mundo! A incomen-
surável beleza de ser,
e, sendo, viver aprendendo.

Nos fonemas da alegria
me inspiro, suspiro e
defino minha prática,
nunca estática ou acabada.

Teo-prática, práxis
teórica, para ser
redundante neste
             [instante.

Práxis do amor pelos
oprimidos, os valorosos
desvalidos da História.


Para Paulo Freire e Thiago de Mello.

Soneto de um novo prelúdio
Penso em ti amiga.
a folha branca,
como tua pele,
como tu não se despe
Me acaricia,
me põe em alerta
e me desperta
no banho de água fria.
Diz-me que são pudores,
que há de me dar alento
no momento exato das flores.
aguardo,tranquilo,o momento
guardado aos nossos amores,
espero seu chamamento.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Não escreva,
Não faça versos
Não publique
Não se venda
Não se consuma
a escrever poemas.
Transforme
o verso
Trans Minta
o in verso.

Sonetinho Indeciso
Queria, talvez, escrever-te
uns versos, mas, quando
aponto o grafite, escondem-se
os travessos, por traz das linhas
                              [em branco
Dissipam-se as idéias,
(onde será tua aldeia?)
palavras se tornam vagas
demorosas em brotar.
Recorro aos meus poetas
que me fecham seus ouvidos:
-Pra que tanto alarido?
Retorno ao meu coração
eis que ali te encontro
nos versos da nova canção!
Gostas?