Quem é você?
(No claro, não
no escuro da tua presença).
Quem é você,
quando ninguem te
vê?
segunda-feira, 25 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Se ela quisesse
seria só dela
meu interesse,
palavras belas
seria a musa
da aquarela.
Mas, ela abusa,
confusa, nem ousa
me dar um beijo,
se esquece do meu desejo,
(ensejo bem declarado)
nem responde meu recado.
Malvada, nem se dá conta
que quando a vejo
palpito o peito,
brilha em meus olhos
linda miragem.
Te quero! Não só no olhar
espero, te abraçar
afagar falar,
dividir sorrisos
planos bonitos
falar do mundo
ficar bem junto
do coração.
seria só dela
meu interesse,
palavras belas
seria a musa
da aquarela.
Mas, ela abusa,
confusa, nem ousa
me dar um beijo,
se esquece do meu desejo,
(ensejo bem declarado)
nem responde meu recado.
Malvada, nem se dá conta
que quando a vejo
palpito o peito,
brilha em meus olhos
linda miragem.
Te quero! Não só no olhar
espero, te abraçar
afagar falar,
dividir sorrisos
planos bonitos
falar do mundo
ficar bem junto
do coração.
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Retrato Falado
O Poeta, é um curioso,
nada lhe basta ou fadiga,
os trâmites de uma intriga
rendem material proveitoso.
Se lhe faltam palavras
logo inventa outras novas
que reproduzam o sentido
daquele sentimento, decaído.
entre trovas e prosas
verbosas ou proveitosas
o que o mantem é quanto tem.
Salva-te, oh Poeta,
da dor que se esconde
(pro seu bem)
nas profundezas do amor
O Poeta, é um curioso,
nada lhe basta ou fadiga,
os trâmites de uma intriga
rendem material proveitoso.
Se lhe faltam palavras
logo inventa outras novas
que reproduzam o sentido
daquele sentimento, decaído.
entre trovas e prosas
verbosas ou proveitosas
o que o mantem é quanto tem.
Salva-te, oh Poeta,
da dor que se esconde
(pro seu bem)
nas profundezas do amor
quinta-feira, 14 de março de 2013
Dança das Cadeiras
Para Sarney e cia
Cai o velho
volta o neto
e eu
continuo sem teto,
debaixo do viaduto
na fazenda da favela.
O cristo olha Altivo
do pão de açúcar
enquanto os crack's
da bola correm da polícia.
Um bigodinho a mais
um a menos, tanto faz,
só muda o tamanho da poupança,
estamos no mesmo barco
(mas, o meu vai pras águas santas)
Anestesia, ou cacetete
nos professores grevistas,
vai trabalhar malandragem!
Para Sarney e cia
Cai o velho
volta o neto
e eu
continuo sem teto,
debaixo do viaduto
na fazenda da favela.
O cristo olha Altivo
do pão de açúcar
enquanto os crack's
da bola correm da polícia.
Um bigodinho a mais
um a menos, tanto faz,
só muda o tamanho da poupança,
estamos no mesmo barco
(mas, o meu vai pras águas santas)
Anestesia, ou cacetete
nos professores grevistas,
vai trabalhar malandragem!
quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Palavras aos Ventos
Utilizo idéias e palavras
recicladas,
do ciclo de outras cabeças
na minha fazem morada.
Te falo pra que não esqueças
bons pensamentos e úteis
combatentes de verdades
fúteis
(veleidades da vaidade)
Não sou sozinho no mundo
se o fosse seria mudo
ouviria silêncios profundos
seria incomum a tudo.
Descobri o que é ser junto
de tudo e todos que aprecio
por isso o que eu escrevo
são idéias de todo mundo.
Me abro, pois, abertura
será idéia madura,
guardada pela fiança
da pura desconfiança.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Ode ao Historiador
Para as Hitoriadoras e historiadores do coração do poeta
Historiar,
é desmistificar
o passado,
resgata-lo do seu esquecimento,
do jazimento,
coloca-lo à prova.
É pensar,
como homens viveram,
agiram, sofreram
e morreram.
Ressuscitando e resgatando
restos mortais,
materiais e imateriais,
o escavador do vivido
contrapõe à escatologia
o eterno vir a ser,
o estar sendo,
o seria,
o prazer e a dor do viver,
não quer ver finda sua razão de ser.
Viver condicionado,
indeterminado
porém, em um porvir
nunca fechado
ou barrado,
eis nosso existir,
de homens atuantes,
nunca figurantes
do fazer constante.
Somos fazedores da História,
mesmo não sabendo toda história,
cabendo a cada menestrel,
escolher nela seu papel,
nessa viagem,
onde só temos passagem,
nem sequer há bagagem,
onde ao fim
já não somos compostos,
somos decompostos
em iguais elementos,
múltiplos fragmentos
dos novos movimentos.
Desejos à beira-mar
Quando te vi semi-
cúpia, nas águas
do mar gelado
quase me deu um
[infarto.
Teu seio, todo
ouriçado, era
convite ao desejo.
Tua boca de
fruta salgada
me punha em
extrema sede
Era tua pele bronzeada,
porém, banhada de Lua,
estavas semi-hialina
velando o preamar.
Meus olhos, faróis
noturnos, clamavam
por teus desejos, mas
tu não viste (nem verias)
um terço de meus ensejos.
Quando te vi semi-
cúpia, nas águas
do mar gelado
quase me deu um
[infarto.
Teu seio, todo
ouriçado, era
convite ao desejo.
Tua boca de
fruta salgada
me punha em
extrema sede
Era tua pele bronzeada,
porém, banhada de Lua,
estavas semi-hialina
velando o preamar.
Meus olhos, faróis
noturnos, clamavam
por teus desejos, mas
tu não viste (nem verias)
um terço de meus ensejos.
domingo, 10 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Opostos que se destroem
O amor (fora do casamento)
-É pecado!
Diz o pastor
-Leva ao inferno!
Diz o pai eterno
-Imoral!
Diz o padre missal
A guerra
-é santa!
Diz o profeta
-Justa, pelo contrário!
Diz o missionário
-Bela!
Diria Hitler sobre essa mazela
O amor
Fazemos escondido,
Já a guerra,
Com imenso alarido
Faz-se com clamor,
Em público
Façamos diferente,
Minha gente, pensemos,
Sejamos conscientes!
De agora em diante
Vamos amar no
Púlpito,
Faremos como amantes,
Ofegantes,
No ofegar secular
Já a guerra,
Praticá-la-emos
Interna!
Não alienemos nossos
Monstros
Aos outros.
Sem
vergonha,
Mostraremos nossas
Vergonhas
Uns aos outros,
Tocaremos nossas
Vergonhas!
Sem nenhuma moral
vazia,
Livres de hipocrisia,
Na primazia amoral
Amaremos.
Da guerra sim,
Teremos vergonha,
Vergonha extrema,
Em expansão,
Vamos esconde-la
Em nossa imensidão
Em nosso vão
Conflituoso
Alguém viu a guerra por aí?
Se viu,
Esqueça,
Sumiu!
E se alguém ver
O amor,
Me conte,
Estarei lá neste instante.
Fogueira Fagueira
Carrego
desde menino,
promessa que faço,
meninas:
-Não as deixo apagar,
caso provoquem faíscas,
não as quero deixar,
pequenas, desentendidas,
em brasa a faiscar.
Sou menino de tino,
desde que sou pequenino!
Ah, como o fogo é gostoso!
Esquenta o corpo inteirinho,
com seu carinho de chamas
indica que estou no caminho.
Por isso quando me chamas,
atendo ao seu chamamento,
convergindo a seu convite
vivendo cada momento
te ascendo fogueira fagueira.
sexta-feira, 8 de março de 2013
8 DE MARÇO
Para una compañera!
Oh Rosa, tu que
fizeste a revolução
em meu peito, agora
me faltas ao leito.
So Frida vida de
poeta, triste sina
de amar estas Belas
Giocondas.
Pagu pra ver quem
não choraria na falta
daqueles olhos vadios,
na falta daquela Lutz.
Dandara dará permissão
pra tocar, em seu nome,
os lábios da preta,
nas curvas deste planeta
chamado mulher.
Não creio, mas,
Vallejo-me diosa,
por via das dudas:
Não me deixes morrer
sem Florbelas.
Para una compañera!
Oh Rosa, tu que
fizeste a revolução
em meu peito, agora
me faltas ao leito.
So Frida vida de
poeta, triste sina
de amar estas Belas
Giocondas.
Pagu pra ver quem
não choraria na falta
daqueles olhos vadios,
na falta daquela Lutz.
Dandara dará permissão
pra tocar, em seu nome,
os lábios da preta,
nas curvas deste planeta
chamado mulher.
Não creio, mas,
Vallejo-me diosa,
por via das dudas:
Não me deixes morrer
sem Florbelas.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Receita (Reduzida) de Mulher
Dedicada ao Poetinha
Vinicius de Moraes
Não lhe deve faltar alguma beleza.
Inteligência?!
Não se dispensa.
Falar macio
Ou com carinho.
Mentir não vale,
A sinceridade é essência
Não dispensável.
Interessante, despertar desejos,
Ainda mais se forem ensejos
Como os meus.
Ainda melhor sendo...
!
Dedicada ao Poetinha
Vinicius de Moraes
Não lhe deve faltar alguma beleza.
Inteligência?!
Não se dispensa.
Falar macio
Ou com carinho.
Mentir não vale,
A sinceridade é essência
Não dispensável.
Interessante, despertar desejos,
Ainda mais se forem ensejos
Como os meus.
Ainda melhor sendo...
!
terça-feira, 5 de março de 2013
Latinoamerica
Los Zapatas y Zapatecas
Toltecas, Incas y Maias
Evo, evoé Fidel! Marcos
Chavez, Zumbi y Che
Martís and Tatanca Iyotake (Siting Bull?)
Clamam Pachamama, Respire,
Mãe, transpire e suspire!
Receba Tupac Amaru, Paraguaçu
Marley’s, Jóia Jara
Raoni, Bolívar.
Receba agora em teu solo
o grande comandante Chavez.
Mártir libertador, como tantos
foram e serão. Receba-o em teu
colo como a semente do Amanhã.
No volverán, não vão derrubar o
Poder Popular!
Los Zapatas y Zapatecas
Toltecas, Incas y Maias
Evo, evoé Fidel! Marcos
Chavez, Zumbi y Che
Martís and Tatanca Iyotake (Siting Bull?)
Clamam Pachamama, Respire,
Mãe, transpire e suspire!
Receba Tupac Amaru, Paraguaçu
Marley’s, Jóia Jara
Raoni, Bolívar.
Receba agora em teu solo
o grande comandante Chavez.
Mártir libertador, como tantos
foram e serão. Receba-o em teu
colo como a semente do Amanhã.
No volverán, não vão derrubar o
Poder Popular!
Os meninos de Lua
viajam em seus foguetes
de lata, saciando vontade
inata.
Ascendendo ao foguete
chegam à Lua num instante.
Gostariam muito de viver
com a Lua,
parece bem mais justinha
que sua falsa República.
Mas, só a visitam
durante a noite
fugindo do açoite
interno.
Gostariam tambem
de um pedacinho dela,
só pra saber se é de
queijo mesmo.
Eles sonham, em sua viagem,
com beijos de virgens
para aliviar suas mazelas,
mas,
Todos sabem que tem um
pai, porem, já se esqueceu
Deles.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Para Cícero Guedes dos Santos
Na usina onde os gorilas
queimavam os Lutadores
Um Lutador se emocionou
à distância de algumas
décadas, tempo difíceis
para ambos. Hoje o Lutador
está caído, o sangue na
bicicleta fecunda a terra.
Outros Cíceros virão
Felisburgo não se esquecerá
Nem Eldorado dos Carajás
Pois a Luta, irmãos,
Há de continuar
Há de triunfar
Pelas mãos dos destemidos
Sem Terras e Sem Terrinhas
domingo, 3 de março de 2013
Perco as palavras
Versos se esquecem
De existir diante da sua poesia.
Seu riso frouxo
Na cara de séria e grave
De olhar sorrateiro
Como o olhar da mulher amada.
Ah a mulher amada,
Aquela encontrada na aurora
Perdida pela madrugada
Embriagada de beijos sedentos
E olhares macios.
Nada tão cruel e tão prazenteiro.
sábado, 2 de março de 2013
Quando nasci nem
anjo torto nem caí-
do se dispôs a rece-
ber. Fui saudado
pelas plantas: " há
de ser Poeta!", pois
cheguei à atmosfera
trazendo à estação
das flores, enquanto
os astros se despediam
do signo virginal.
Triste sina de menino
escravo da beleza,
das sutilezas destas
[ pequeninas.
Doei a vida à dor
de ser, amar, sofrer
enfim, viver.
sexta-feira, 1 de março de 2013
HOMENAGEM DE MALANDRO
Talvez, se me chamassem
João, encontraria eu a solução.
Não me chamam nem Raimundo
Mas, em meu coração cabe um mundo.
Seguindo Maiakovski,
soul todo coração,
cabem aqui rinocerontes
macacos, peixes e caixão.
Cabe aqui o sentimento do mundo,
Mesmo não sendo Raimundo,
Mesmo não sendo João.
Comprometido com tua vida
Eu, poeta canastrão,
Digo que o coração palpita.
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