domingo, 3 de março de 2013


Perco as palavras
Versos se esquecem
De existir diante da sua poesia.

Seu riso frouxo
Na cara de séria e grave
De olhar sorrateiro
Como o olhar da mulher amada.

Ah a mulher amada,
Aquela encontrada na aurora
Perdida pela madrugada
Embriagada de beijos sedentos
E olhares macios.

Nada tão cruel e tão prazenteiro.

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