MANUELINA
Um marimbondo quis fazer
o poeta de casa.
O esteta, amigo do quilombo,
fez graça, deixou-se ser
morada daquele quizombo.
Passaram os dias, o bichinho
fazia do bardo triste um
pote de barro, mode melhor
acomodar sua estada.
Fez tanta graça o menestrel
que cismou chamar joão-de-barro
a morar lá. Chamou.
Borboleta tambem quis, e,
aquele coração duro, feito
pote de barro, ficou tenro,
florido de auroras.
Nasceu Rosa, Girassol,
Amor-perfeito fez raízes,
Abelha foi visitar
aquele jardim etéreo.
Fez-se alegria, depois tristeza
de inverno, primavera floriu
e desaguou verão no fim do outono.
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