sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Pequeña Historieta de um POETA MALFALADO

 

Mais que o reacionário,

Me estremece aos olhos 

os moderados,

Não abrem o jogo, 

Logo

Querem viver das 

Benesses Burguesas!


Para mim, são fracos

Infiltrados

Os homens da Delação

Vigiam, nosso segredo,

que agora vêm ao Púlpito

Remendar nosso Passado.


Feitiço voltou, 

Ferrado

contra o Feiticeiro 

Desmiolado;

pobre Louco, 

Desapegado – Radical

Enraizado, no topo do Vulcão 

Abrazado.


Faça da vida, Poema Cantado,

Viva, vivas,

Teu prazer, que aos moralistas

Abala.


Para ver em tela Pequena;

as drogam demasiado

Mas, ao vivo: Credo

-Que Pecado!


-Tem que prendê esse mosso

-Olha o Kpeta passando

-Esse aí tem que apagá

-Pelado dentro de casa?

-Onde está o Pudor, Malvado?

-O Homen Nu, Caminhando


Maluco! Exacerbado!

Ninfo vadio estrelado!

Grita ao mundo e aos falsos:

-Moralistas!


Aos olhos dos inimigos

É um desesperado


O quanto Ama da fruta

que para alguns é pecado…


Agora se quer Cantares,

será mesmo engaiolado!


Mesmo daqueles que ama

Nunca é ele escultado…


De Hipócrates se Olvidaram

por um nome de Doutô!

Trocaram o baseado

por agulhas afiadas!


Se ousa se defender

ao chão, pisado escamoteado

de cara amassada, envergonhado

humilhado

Aos Olhos, do público

Só por dizer a Verdade!


Alienados, ofendidos, na Lua

vivem mirados,

Enquanto a terra é ocupada!


Instituições?

Todas desmoralizadas!

Onde está o povo, coitado?

Segue duro Cotidiano

Assistindo embasbacado!


Fi,

    ca

        sim

               por 

                     encanto

.

.

.

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