terça-feira, 1 de setembro de 2020

REMORSO

 


Remorso



Como pode, depois de anos,

Um orgulho desavisado

Tornar-se a maior vergonha?

Me dói e suja a alma

Nem mesmo se pode explicar

Nunca nisso ter pensado.

Se alguma marca deixei,

Se te doeu, ou se dói,

De novo peço perdão

Para um erro imponderável

Cometido em distração. 

Não há na história inocente

Somente você, somente. 

Do fato triste ocorrido

Não poderei reparar

Entrego-me em holocausto

Ao que teu coração mandar

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