Para o meu proveito
faço eu um poema direito
sem intenção de ser perfeito.
As palavras no papel ajeito
como se fora um leito
que recebe o próprio sujeito
cansado de atuar no eito.
Sem cantar o que foi malfeito
as palavras a torto e a direito
escrevo assim do meu jeito
livrando-me do ar rarefeito.
O coração a bater no peito
cansado de ser o suspeito
de fazer do amor desfeito
uma parcela do meu despeito.
Minha incapacidade eu aceito
sabendo que não fui eleito
o primeiro em seu conceito
ao qual presto eu meu respeito.
Se ainda quiser eu aceito,
me sinto então satisfeito
em ter meu querer reeleito
em sua vontade, em seu pleito.
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