Vontades
Carrego comigo um turbilhão de desejos,
desejo contido,
em meus olhos a transbordar.
Não temam meu olhar
diletante,
esse apreciar,
constante,
meu querer,
só pode se consumar,
se a outrem apetecer.
Cativo de mim,
amador do belo,
me encerro na imagem,
miragem,
esquecendo-me até do que está próximo,
querendo me aproximar,
tal proximidade compartilhar.
Olvido-me de meu entorno,
Fixando-me em cada contorno,
esbarro em postes,
raros hotentotes,
sem nem mesmo me aperceber.
Por meus olhos, de holofote,
brilham como estrelas,
e eu, fico no intento de tê-las,
por perto,
entretelas em jogos de querer,
conhecer mistérios guardados com elas,
que dignifiquem suas formas belas.
Se não há oportunidade,
sou naufrago no mar,
mas se há a proximidade,
não a deixar escapar,
eis aí meu intento,
sou eu meu detento,
e assim hei de estar,
sempre a desejar,
procurar.
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