domingo, 14 de abril de 2013


Poema de areia

O vento levou!
Ou, alguém pisou.
Mas na cabeça,
a ideia ficou.

Volte ao papel,
Poesia.
Não te metas
a besta,
Pois a areia,
em sua maresia,
não te quereria
quanto te quer o papel,
aceites teu fel.

Mas não,
Tu insistes!

Insista mais um pouco,
Que te deixo por aí,
somente
à tua sorte.
Entregue
à morte.



Sei, contigo,
que ela é macia,
não te feriste
quanto fere o grafite,
mas, não te sustenta,
nem acalenta,
nem poderia,
dar-te um abrigo.

A folha!
Esta, te agüenta,
sustenta e abriga.
Não é como rapariga,
desprezando quem a acolha.


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