segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Consentimento

               Sereia, serei isca

Em teu panteão,

Serei Seu, cuidadoso!

A rampa, que não me

engana, na memória

Estava retinta

Olhos nos olhos

São bocas se atraindo

O cosmos sussurra

Já não sei mais

Explicar?

Já todo O eu era teu

Me fazes: toda em Lua

pedindo pedido

inegável, o qual 

nego, por ter cuidado!

Dê, pois, Tua fruta macia:

Sorvi do mais puro mel

De joelhos, rezando, Santa

Enquanto o cristo, abatido

Em vigília, Te abençoava. 


(Peço escusas se te roubei, em parte, tua inocência)

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