quinta-feira, 29 de setembro de 2022

A ESCRITA

As vezes eu me pergunto
por que faço meus poemas,
ouço um silêncio absurdo
e várias divagações.

Quero libertar a dor
de simplesmente existir,
ou falar de coisas úteis
para outros convencer.

Escrevo como quem vive
à beira da insanidade,
porque viver é pouco
e o sonho parece verdade.

Sonho acordado com um mundo
onde há plena liberdade,
onde cada ser humano
vive sua própria verdade.

Escrevo para que mude
o pensamento mesquinho
que pretende escravizar
todas pessoas no mundo.

Faço eu meus versos livres
às vezes ignorando a forma,
escrevo porque preciso
preencher a realidade.

Esperando novas ideias
faço poemas vazios
de sentido e conteúdo
treinando minha escrita.

Escrevo pois necessito
enxergar novos caminhos,
para sair do labirinto
da minha triste solidão.

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