Abro meu peito a vocês
exponho minhas entranhas
deixo à vista o coração.
Cada verso que faço
rasgo um pedaço de mim
colando-o no papel.
Não faço versos
como quem morre
imprimo a vida
em cada linha.
Experimento puro veneno
para traduzir seu sabor
depois tomo o antídoto
que eu mesmo destilei,
sou eu minha própria cobaia.
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