sábado, 1 de março de 2014

BREVE CRÔNICA DE MINHA MORTE

Derradeira primavera,
a morte veio-me sombria,
alvi-negra.
Tinha duas faces a pálida!

Era como uma noite de Lua
Cheia, lobos uivavam!

Apareceste, feiticeira,
com uma simpatia envolvente
me abraçou ternamente.

Foste me visitar em
casa e deitaste em meu
leito, deixando-me aos teu pés.

A barraca confortável,
mais formidável com sua
presença, linda pequena.

All Stars no chão,
mas, o telefone não para,
nem o tempo! É tarde
ou já é de manhã?

Na semana seguinte
voltaste, vestida de xadrez
e me colocaste atrás das grades.

Chegaste com um beijo,
selo de minha ascensão,
minha chegada ao paraíso.

Uma piscadela
um beijinho voador
arrematou meu coração.

Acompanhei-te novamente
ao portão, nem ofereceste
café, ou abrigo,
mas, deixaste uma marca
rosa em meu peito,
um fogo verde queimando
em meu peito.

Retornei à tumba,
emprestada por um amigo,
onde perdi a cabeça
e a memória, de peixe.

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