O Novo:
Quanto me assusta,
mas, também,
quanto me atrai!
A novidade vendida a varejo
ou então por atacado…
Ou melhor, o Novo gratuito
entregue por outras mãos
ou novas falas e jeitos
de se existir no mundo.
Renovar é preciso quando,
enferrujados, já não vemos
sentido nos velhos hábitos.
Rasgando o véu da tradição
adentramos à nova seara
que dá sentido ao mundo.
Remodelando a moral,
sentimo-nos mais tolerantes
em relação àquilo que tanto
nos estranhava.
Há também o velho novo
repetição do que, achávamos,
já se havia superado.
Por vezes é benéfico,
por outras reacionário
ao nos puxar pro passado.
Para além do bem e do mal
a moral é subjetiva,
a depender do ponto
em que a visão se ampara.
Guia ela nossos passos
ou compreensão do real,
todo ele relativo
a depender da moral.
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