BREVE CRÔNICA DE MINHA MORTE
Derradeira primavera,
a morte veio-me sombria,
alvi-negra.
Tinha duas faces a pálida!
Era como uma noite de Lua
Cheia, lobos uivavam!
Apareceste, feiticeira,
com uma simpatia envolvente
me abraçou ternamente.
Foste me visitar em
casa e deitaste em meu
leito, deixando-me aos teu pés.
A barraca confortável,
mais formidável com sua
presença, linda pequena.
All Stars no chão,
mas, o telefone não para,
nem o tempo! É tarde
ou já é de manhã?
Na semana seguinte
voltaste, vestida de xadrez
e me colocaste atrás das grades.
Chegaste com um beijo,
selo de minha ascensão,
minha chegada ao paraíso.
Uma piscadela
um beijinho voador
arrematou meu coração.
Acompanhei-te novamente
ao portão, nem ofereceste
café, ou abrigo,
mas, deixaste uma marca
rosa em meu peito,
um fogo verde queimando
em meu peito.
Retornei à tumba,
emprestada por um amigo,
onde perdi a cabeça
e a memória, de peixe.
Caralho, muito bom.
ResponderExcluirOpa, obrigado.
ResponderExcluir=]